Review: “4,722 Hours” S03E05 – Agents of SHIELD

“4,722 Hours” foi um dos melhores episódios de Agents of SHIELD até o momento e definitivamente um daqueles episódios que vai ser lembrado daqui a anos, quando a série for injustamente cancelada e os fãs se juntarem para falar a respeito.

Spoiler: esse é o melhor episódio da semana. E outros spoilers, do próprio episódio, estão nos parágrafos a seguir.

Em vez de continuar se dividindo (e correndo o risco de fazer um episódio meio corrido) entre as múltiplas tramas da temporada, a série parou tudo para Simmons contar a sua história no planeta esquisito. E que história.

Tudo foi dispensado: trilha sonora, o resto do elenco, a abertura (substituída por um título discreto e totalmente diferente no início)… Simmons estava (a princípio) sozinha num lugar estranho e foi exatamente assim que nos sentimos a princípio junto com ela, sem base nenhuma. Sabíamos que ela ia sair daquilo inteira, mas não sabíamos o que fazia que ela quisesse tanto voltar.

A Elizabeth Henstridge deu uma aula de atuação, reforçando a impressão que eu tenho de que ela e o Iain De Caestecker são os melhores atores, com os melhores personagens da série, e acredito que os produtores perceberam isso, senão não dariam tanto espaço para os dois. Ela nos fez sofrer com a Simmons, rir, torcer, e, enfim, acreditar naquela situação terrível da personagem. É muito difícil falar do episódio sem lembrar da cena em que ela, feliz da vida, grava uma mensagem para Fitz contando que matou um monstro aquático, assou e comeu (depois de arrotar de um jeito lindo e apaixonante) e diz que “queria que ele estivesse lá”, só para perceber que não, ela não deseja aquilo para ninguém.

ELIZABETH HENSTRIDGE

Era bem óbvio que ela tinha encontrado alguém lá, afinal passar seis meses num planeta estranho sozinha e sobreviver é basicamente impossível. Will, o morador de uma caverna subterrânea e que estava lá há 14 anos, foi um fator de sucesso do episódio, nos ajudando a entender o planeta e servindo como contraste a Simmons: ele perdeu a esperança e acha que está no inferno e que o planeta é mau, ela acha que vai voltar para casa. Em dado momento, a dinâmica dos dois muda e ela aceita o destino de estar ali com ele para sempre – não sem antes tentarem mandar uma mensagem para a Terra, com uma cena linda (e deprimente). Como um fervoroso defensor do ship de Fitz e Simmons, me dói admitir que o romance entre ela e Will fez todo o sentido.

Há algo de maligno naquele planeta (e como eu não entendo muito dos quadrinhos, não sei o que seria, sendo que a minha prioridade ao fim desse post é procurar a respeito), e acredito que isso vai ser uma das tramas mais importantes da temporada, talvez mais que Lash e a trama dos Inumanos. Lembrando, aliás, que o monolito tem alguma conexão com eles.

Observações:

QUE FOTOGRAFIA FOI ESSA? É super simples, o filtro azul encobre 80% do episódio, o que se encaixa bem no fato do planeta estar numa noite eterna, então os raros momentos em que outras cores surgiam foram fortes e emblemáticos, principalmente quando a Simmons acende a chama.

A história da infância da Simmons foi incrível. Eu amo esses “contos” de personagens (embora alguns façam demais, tipo o Red em The Blacklist) e esse foi muito legal porque nos mostrou mais sobre ela.

Fitz pulando da cadeira pra ajudar a sua melhor amiga, por quem é completamente apaixonado e por quem ele revirou o mundo pra salvar, a resgatar o homem com quem ela estava envolvida nos últimos meses. E que atuação (breve) do Iain. Que série, que episódio…

Eu tenho dó de quem largou Agents of SHIELD no início. Essa pessoa perdeu “Turn, Turn, Turn”, “What They Become”, “SOS” e “4,722 Hours”, episódios incríveis de uma série que só evolui, indo além do gênero de “série de quadrinhos”. Eu só fico pensando que acharia muito legal se todos os personagens da série tivessem esse momento pra gente conhecê-los tão bem.

Ponto alto: a atuação de Elizabeth Henstridge nos levou para dentro daquele planeta. Impossível não acreditar no sofrimento e na alegria dela, e sentir tudo junto.

Ponto fraco: nada. 0. Nenhum.

Nota: “4,722 Hours” – 10, apesar de nota nenhuma fazer justiça.

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