Review: “Taxed” S07E03 – The Good Wife

Não sei se sou eu ou se a semana está MUITO boa em termos de séries. Sei que The Good Wife teve o melhor episódio da temporada até agora.

Spoilers não foram presos em lojas e estão nos parágrafos a seguir.

“Taxed” foi um tipo de fechamento da fase inicial da temporada. E foi bem interessante ver a série usar esse arco narrativo, implantando Lucca no primeiro episódio e já dando pistas de que ela seria a sócia de Alicia para alcançar isso alguns episódios depois, agora que já estamos mais acostumados com a personagem e com a dinâmica entre as duas: Alicia uma idealista incorrigível e Lucca mais pé-no-chão e, portanto, versátil como advogada. A dinâmica me lembra um pouco a coisa entre Diane e Will e aposto que isso vai ser mencionado em algum momento para a frente.

Sei que foi um daqueles episódios em que não tem como não amar a Alicia, porque ela faz o que qualquer pessoa decente faria: ajuda quem ela acredita que precisa. Não teve área de moral cinza, ela foi uma heroína e a série aproveitou para tocar no assunto do racismo mais uma vez e para reforçar a imagem do juiz babaca (me recuso a aprender o nome dele) como um antagonista corrupto.

Em outra trama (e finalmente o episódio conseguiu se dividir satisfatoriamente), Diane teve novamente o desafio de trabalhar com o ultra-conservador Bolso-digo, Reese Dipple e ir contra os próprios valores num caso sobre eutanásia (ou, no caso, suicídio assistido). Foi um pouco repetitivo em relação ao que rolou da outra vez, mas ver Diane nesse dilema é legal e dá espaço para Christine Baranski atuar. Ah, teve Sandy Cohen.

E Eli fez o seu joguinho menos interessante até então, mandando todas as mulheres da família de Peter atrás dele para dificultar a vida de Ruth. Ela acabou se destacando e se deu bem no fim das contas, o que foi divertido – além de ter rendido diálogos excelentes para a personagem.

Não posso não mencionar que Jason voltou mais sexy do que nunca e agora sabemos que ele é, além de um galanteador com o sorriso sacana mais lindo do mundo, um cara meio problemático. E é muito interessante ver como a Kalinda foi “dissolvida” nele e na Lucca: ela é a amiga do bar e ele é o investigador genial – com o plus de ser obviamente o homem com quem Alicia vai se envolver. Eu confesso que ainda não me recuperei da partida do Jonathan, que eu achava bem perfect fit pra Alicia, e não entendi pra onde o Finn foi, mas se Jason é o cara com quem ela vai ficar nessa longa reta final, eu fico bem satisfeito.

Enfim, “Taxed” não foi um “Hitting The Fan”, mesmo porque eu duvido que a série volte a ter um episódio daqueles, mas aparentemente fechou o ciclo do tribunal de fianças e colocou em ação a sociedade de Alicia e Lucca.

Ponto alto: Alicia sendo uma personagem maravilhosa e a série indo em frente com as novas dinâmicas que devem moldar a trama até o fim da temporada, Diane com trama, caso forte.

Ponto fraco: a trama menos inteligente de Eli até agora e a trama de Diane foi meio repetida.

Nota: “Taxed” – 9.5

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