Review: “Off The Ramp” S02E03 – The Leftovers

HOLY FUCK. Lembram que eu falei que The Walking Dead teve um episódio excelente por quebrar expectativas? The Leftovers tem feito isso há algum tempo e não tem como descrever a qualidade dessa série como algo além de absurdo. Mais absurdo ainda é tão pouca gente assistir isso.

Spoilers bizarríssimos a seguir.

Depois de acompanharmos os Murphy e os Garvey, a série mudou o foco novamente e voltou um pouco no tempo, agora mostrando Laurie e Tommy se juntando quase como dois super heróis para salvar as pessoas dos Guilty Remnants. Óbvio que eles não são super e nem são heróis, então o que vimos foi mais uma vez os efeitos da coisa toda em duas pessoas diferentes, ainda que conectadas em um propósito.

Laurie, agora falando e tentando mostrar ao mundo o horror dentro da seita ou o que quer que sejam os GR, é uma personagem mais fácil de entender, e o episódio até falou disso. É fácil se esquecer de que ela é uma psicóloga, e vê-la de novo ajudando as pessoas foi bem bonito. Pena que ela própria não está num estado 100% e aí entram os momentos bizarros da série, com direito a atropelamentos e um ataque furioso a um editor. A Amy Brenneman finalmente tem um papel digno e não vou me surpreender se ela for indicada ao Emmy por esse episódio. Foi uma miríade de sentimentos, algumas vezes passando pela expressão da personagem em questão de segundos, e foi impossível não acreditar nela. Tiro o chapéu também para a trilha sonora excelente, lembrando Birdman, com uma bateria frenética acompanhando o movimento de Laurie.

Tommy também está um pouco diferente, lutando contra um culto, depois de se livrar do próprio culto. A cena do sequestro foi bem assustadora e eu realmente pensei que ele fosse morrer, depois do estupro (um homem sendo estuprado nunca é uma coisa muito clara, né? Pois é, mas foi). Meg estava assustadora e pelo jeito ocupou o lugar de Patti como líder dos Guilty Remnant.

A questão mais estranha do episódio foi a revelação de Tommy. Minha memória não é das melhores, mas eu realmente não me lembro do Wayne ter passado o tal poder para ele. Então Tommy e Laurie se tornaram basicamente dois charlatães que vão enganar um monte de gente – por um propósito bom, é claro, mas não deixa de ser uma mentira. Aparentemente.

AH! Não dá pra ignorar as duas menções absolutamente bizarras ao homem que diz ser imortal na Austrália. Porque, afinal, papai Garvey foi para lá no episódio anterior, então acredito que essa trama ainda vai ser mais explorada.

“Off The Ramp” foi um daqueles episódios em que a esperança é esmagada sob o peso da tragédia pela qual esses personagens passaram e um mundo que, como o nosso, não perdoa.

Ponto alto: Amy Brenneman atuou tanto nesse episódio que é difícil pensar em outra coisa além de Laurie. Excelente desenvolvimento de personagem, roteiro forte, trilha sonora certeira e atuações impecáveis fecharam o pacote de um episódio perfeito.

Ponto fraco: não tem. Mesmo.

Nota: “Off The Ramp” – 10

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