Review: “First Time Again” S06E01 – The Walking Dead

Bem vindos à Parada Anual de Walkers! The Walking Dead voltou com muitos, muitos zumbis e flashbacks em preto e branco. Do tipo que você consegue ler os comentários de fãs chatos reclamando enquanto assiste. Porque tudo que envolve The Walking Dead é assim: as pessoas assistem religiosamente só para depois ir na internet e caçar todos os motivos para falar mal.

A seguir, uma horda de spoilers pode te morder.

Me permitam desabafar sobre a minha irritação com essa coisa de falar mal de The Walking Dead. Desde os babacas que vão assistir a série esperando um Madrugada dos Mortos até os que já entenderam que é um drama humano e mesmo assim ficam reclamando de coisas idiotas. Tipo “achei chato, não aconteceu nada”, “esse filtro preto e branco me irritou”, ou no caso de Fear The Walking Dead, “porque as pessoas são tão burras? É óbvio que são zumbis!” e coisas do tipo. Eu poderia passar esse post todo quebrando esses argumentos, mas vou apenas falar do episódio mesmo.

E “First Time Again” foi um bom episódio. Não foi incrível, não me deixou tremendo, não me fez amar ou odiar nenhum personagem, mas foi bom. A série obviamente colocou uma horda gigantesca (mais de 9 mil zumbis segundo a polícia militar, os organizadores não estimam pois não sabem mais contar) para agradar o pessoal que reclama da falta de zumbis. E funcionou, tirando algumas tomadas excessivamente longas mostrando os coitados se arrastando. O que também funcionou, pelo menos pra mim, foram os flashbacks em preto e branco, com uma fotografia bem bonita (e, não, coleguinha, não é um filtro. Pra filmar algo em preto e branco você precisa de um super cuidado com a fotografia porque senão sai tudo meio… lavado) e eficaz em diferenciar o momento atual do que se passou antes.

the-walking-dead-s06e01-first-time-again-analise[1]

Rick está mesmo se tornando um personagem duro e se aproximando de vilões da série, como o Governador. O que eu achei mais legal é que em vez de partir pro Rick ditador que mata geral e pronto, a série trouxe o Morgan de volta para criar uma dinâmica ali, com ele agindo como uma consciência pro antigo amigo, e também para nós, como público. É muito fácil para quem assiste, distanciado, dizer “vai, Rick, atira nesse desgraçado”, e essa desumanização dos personagens é algo muito complicado, então é bem vindo um personagem que nos relembra que são seres humanos ali, ficcionais e tudo, mas não tão diferentes de nós. De qualquer maneira, a atuação do Andrew Lincoln foi excelente, desde a temporada anterior, mas agora com um material ainda mais complexo. Revejam a expressão dele tentando fazer o Carter calar a boca.

A maior parte do episódio mostrou o plano ousado para levar os walkers para outro lado, e deixando claro as dinâmicas complicadas dos personagens, principalmente entre Rick e o resto de Alexandria, mas também entre Eugene e as pessoas ao redor, Gabriel (aparentemente arrependido das merdas que fez) e o grupo e, minha parte preferida do episódio, Jessie rejeitando Rick e deixando claro que não quer a ajuda dele, porque quando você mata o marido de alguém, mesmo com boas razões, é uma linha difícil de cruzar de volta.

Durante todo o tempo deu aquela famosa sensação de que algo ia dar muito errado e eu sinceramente estava com medo pela Sasha, que estava tendo vários momentos que pareciam gritar “chegou a minha hora”. No fim das contas, ninguém morreu, mas o fim do episódio, com algo finalmente dando MUITO errado, acredito que pelo menos um dos membros do grupo principal vai-se embora e que boa parte do elenco em Alexandria vai dar tchau-tchau também (ainda mais considerando a história dos quadrinhos).

Como eu disse, um bom episódio, com um gancho que deve fazer todo mundo voltar pra ver o resultado.

Ponto forte: empate entre a atuação excelente do Andrew Lincoln como Ricktator e a rejeição super feminista de Jessie.

Ponto fraco: apesar do formato ter funcionado para tornar o episódio mais dinâmico, minutos preciosos foram perdidos mostrando walkers andando, se batendo em paredes e coisas do tipo.

Nota: “First Time Again” – 9.0

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