Review: “Checking-in” S05E01 – American Horror Story: Hotel

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American Horror Story está de volta! A antologia de horror criada por Ryan Murphy traz agora uma nova história, intitulada: Hotel.

A trama se passa na cidade de Los Angeles, nos dias atuais-com direito a flashbacks, como sempre, para contar casos passados; vemos uma Mare Winningham anos 1930 limpando lençois sujos de sangue, por exemplo-, no luxuoso Hotel Cortez.

Com um desfile de diversos atores fantásticos, teremos várias personagens dando as caras ao longo dos 13 episódios. A começar pelo grande nome da temporada, a cantora Lady Gaga. A Mother Monster veio ficar no lugar da musa das temporadas anteriores, Jessica Lange. E nos é mostrado então como a proprietária do hotel, a Condessa Elizabeth, é….sangrenta. Ela atrai suas vítimas com um verdadeiro teor sexual e logo depois as mata, absorvendo seu sangue no final. Junto dela está seu parceiro e amante, vivido pelo ator Matt Bommer, onde protagonizam uma verdadeira cena de ménage fatal. Os dois mostraram que vieram pra serem um dos grandes destaques juntos.

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Kathy Bates, a adminstradora do local, mostrou sua frigidez e incomôdo com o fato de ter de ficar “presa” no hotel, sendo irônica e impaciente com as primeiras hóspedes vistas pelos telespectadores, nos primeiros minutos em tela, pois tem um segredo que a prende ali e que logo é mostrado sua origem, desde a obsessão por seu filho, papel de Bommer, e o asco pela personagem de Sarah Paulson. Essa que aliás arrasou! Sua personagem Sally é vista como o resultado do mal, da morte, da busca pela perdição, totalmente envolvida com as drogas. Uma das cenas mais chocantes foi com um hóspede que justamente estava se drogando e em seus delírios se viu na frente de uma criatura que o abusou sexualmente, e que logo encontrou, SERÁ??, a redenção na presença da própria Sally, que disse que “iria cuidar dele”.

CUIDADO, POIS, SPOILER 

A personagem de Sarah é na verdade um fantasma. É morta pelas próprias mãos de Iris, vulgo Kathy, que a empurra de um dos andares do hotel ao vê-la com seu filho e a culpar pelo uso de drogas da parte dele. Ryan usou aqui o mesmo conceito da Muder House, onde as pessoas mortas no local, permaneciam ali e faziam parte das vidas das demais personagens. Temos também outra metáfora de Murphy presente nesse episódio: as vítimas do colchão, “os demônios” da perdição e que buscaram seu próprio fim.

Denis O’Hare homenageou a dama do cinema, Liz Taylor. Inclusive seu personagem tem o mesmo nome e é o barman do estabelecimento. Sua presença foi marcada desfilando maquiagens e roupas inspiradas na atriz. Cheyenne Jackson chega também com a intenção de comprar o hotel, sendo ele um grande proprietário da moda. Acompanhado de seu filho, que é apresentado às demais crianças vampirinhas da Condessa, onde deixa no ar o que será feito do garoto. Crianças essas que ainda não sabemos como foi parar ali e o porquê. O imóvel é ofertado pela mesma corretora da primeira temporada de Murder House, nos mostrando que ela tem uma imã para desgraças, rs. Até mesmo o final do último integrante da família Harmon, o cachorro, é revelado por ela: claro, a morte-NÃO TÁ FÁCIL PRA NINGUÉM DAQUELA PRIMEIRA TEMPORADA!!! Vale lembrar que Murphy prometeu conexão com a season de Murder e suas personagens, justamente por se passarem na mesma cidade-Jessica Lange, é você?

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E o personagem que conquistou o público e se mostrou como um forte protagonista masculino, o detetive John, de Wes Bentley, que ganha mais destaque após a participação em Freak Show. Ele é instigado a investigar os assassinatos feito pelo serial killer conhecido como o dos Dez Mandamentos (??), que se diz estar hospedado no quarto 64 do Cortez, quarto esse que vão rolar muitas surpresas, e faz com que John tenha de se mudar para lá e buscar a solução dos mistérios. Não nos esqueçamos que eles adoram colocar assassinos de destaque em todas as temporadas, ai não ia ser diferente. E detlahe: o próprio criador do Cortez foi um serial killer, que teve diversas vítimas em suas mãos.

Ainda teremos a presença do american-horror-story-hotel-agambiarraenigma do quarto 33, citado por Iris, que diz ser uma criatura que precisa ser alimentada. Provavelmente de partes humanas.

De fato parece que AHS voltou às origens. Por mais que Coven e Freak Show sejam bons, seja na história, elenco, ou produção, perderam um pouco do fio “horror”, onde Hotel parece estar resgatando. O primeiro episódio teve alguns momentos de confusão, muita informação, e a técnica irritante de fish eye logo nos primeiros minutos. Porém algo bem normal pra uma apresentação do que virá, e temos certeza que será bom! Mas arrasou com seu elenco, seus figurinos, a decoração linda do Cortez (o carpete é do mesmo estilo e cor do Overlook, de O Iluminado), e trilha sonora ao final com Hotel California, música da banda The Eagles, que era acusada de participar da igreja de Satã e que possui um verso bem apropriado para a season: “Você pode desocupar o quarto a qualquer hora que desejar, mas você nunca poderá ir embora”. A gente percebeu, Sally, hehehe. Nada mais justo, não?

Lily Rabe, Evan Peters, Finn Wittrock, Angela Bassett e outros já estão prontos para darem seu checking-in nos próximos episódios.

Ponto alto: Sarah Paulson, e uma premiere bem amarrada.

Ponto Fraco: Cadê Jessica Lange? ):

Notas: “Episode 1” – 9.

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A Condessa quer saber!!!!!!!!!!

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