Review: “Laws of Nature” S03E01 e “Purpose in the Machine” S03E02 – Agents of SHIELD

Combo de review sim! (cês sabem como é né, a gente começa as coisa na pressa e tem que correr atrás depois) Mas escrever sobre Agents of SHIELD é sempre um prazer. Então vamos lá falar desse começo de temporada que mal conheço mas já considero muito.

Spoilers galopam nas colinas alienígenas à frente.

O que mais me impressiona na série desde a temporada passada é essa ousadia de mudar sem pensar duas vezes. Skye virou Daisy, Simmons foi tragada pelo monolito, Coulson perdeu a mão, Ward virou vilão de vez, Bobbi não pode lutar (por enquanto) e o Fitz numa verdadeira loucura pra salvar a mulher que ama. Vou falar mais sobre essa última parte, mas o foco agora é notar como a série não tem medo de mudar suas bases, e isso é essencial pra uma série de TV desse tema, que precisa desse dinamismo e agilidade.

Claro que chamar a Skye de Daisy é muito difícil, e a dificuldade do Coulson nisso representa a nossa própria. A personagem não mudou muito além do nome, então é mais complicado desconectar o rostinho da Chloe Bennet do nome Skye. Mas Daisy é uma super heroína e não há dúvidas a respeito disso. Eu esperava começar a temporada já vendo os Secret Warriors juntos, mas até o momento estamos vendo a tentativa de montar o tal grupo de inumanos. E o primeiro candidato a ser mostrado na série é também o primeiro personagem gay da série (e acho que o primeiro do MCU).

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Na season premiere nós não vimos May nem Ward, mas ambos foram mencionados. Só no segundo episódio que soubemos o status atual dos dois, e eu me surpreendi com o quanto eu gostei de Ward como chefão da HYDRA. Acabou a dualidade do personagem, ele é agora um vilão completo e bem interessante, com cenas excelentes tanto no campo da atuação (o ator funciona muito melhor como vilão) quanto na ação. A HYDRA foi retratada como uma organização criminosa com membros corruptos e cheios dos luxos e, ao que parece, o novo Ward quer acabar com isso.

May não teve um destaque tão grande, com as férias frustradas pelo medo constante da ameaça dos inimigos antigos (principalmente Ward). Não acredito que ela vá simplesmente descansar tranquila quando ela e Hunter conseguirem acabar com o novo vilão, mas a ideia de ver os dois trabalhando juntos infiltrados na HYDRA é muito empolgante.

A premiere também apresentou um outro vilão novo para a série: Lash, o inumano que aparentemente quer matar outros inumanos. Lembrando que eu falo como alguém que não conhece muito dos inumanos dos quadrinhos, então tudo isso é novidade para mim. Espero ver o personagem ser mais desenvolvido no decorrer da temporada.

O grande destaque dos dois episódios ficou por conta do drama de Fitz. O final da temporada passada deixou todo mundo com medo pela Simmons, e foi um alívio saber que ela estava em algum lugar, viva. Fitz moveu os dois primeiros episódios, primeiro com a sua missão secreta para recuperar pistas sobre o monolito e, no fim da premiere, com uma cena digna de indicação ao Emmy (que nunca virá, como bem sabemos). No segundo episódio, totalmente focado justamente nessa questão, Fitz mais uma vez mostrou uma coragem enorme ao se atirar pelo portal. Foi a cena mais forte do episódio e, se eu tivesse assistido no conforto do meu sofá em vez do ônibus, eu teria gritado de desespero enquanto ele se esticava para resgatar Simmons. Pensei mesmo que ia ver um momento Whedon de morte chocante, mas felizmente tudo terminou bem, e com ambos personagens mudados pela experiência.

Quero destacar também o retorno do Dr. Elliot Randolph, interpretado pelo Peter MacNicol genial como sempre. O personagem tem um humor inerente: é um homem franzino e “nerd” que tem a força do Thor. E o Peter é ótimo pra esse tipo de personagem, desde Ally McBeal.

Bom, tudo isso pra dizer que Agents of SHIELD voltou mantendo essa ousadia de não se manter num lugar confortável. Em vez de manter a Simmons afastada por metade da temporada, a trama foi ágil e trouxe a personagem de volta. Em vez de colocar Hunter esperando uma chance e May sofrendo, os dois partiram para a ação. Essa agilidade e o constante movimento da trama ajuda a me manter a semana toda esperando pela terça-feira seguinte.

Ponto alto: Fitz. O Iain De Caestecker provou mais uma vez que é um dos melhores atores da série e o personagem, desde a temporada passada, teve um desenvolvimento excelente.

Ponto fraco: o trecho da May no segundo episódio foi um pouco cansativo.

Nota: “Laws of Nature” – 9.5
“Purpose in the Machine” – 9.0

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