Review: “Bond” S07E01 – The Good Wife

Alicia Florrick voltou maravilhosa junto com o Fanboyando. E espero que vocês, três almas que me lêem, tenham paciência porque ainda estou me acostumando de novo com essa coisa de escrever. Mais que isso, a sexta temporada de The Good Wife serviu para que a gente relembrasse o lado mais humano da personagem. Eu lembro de escrever na época que o fracasso faz parte das nossas vidas de maneira muito presente, mas a ficção tende a fugir do assunto. The Good Wife encarou de frente e fez uma temporada poderosa e dolorosamente real.

Leves spoilers a seguir. Não diga que eu não te avisei.

Então iniciamos a sétima temporada com uma Alicia derrotada, desempregada e desacreditada após o escândalo das eleições. Ela iniciou uma firma própria, trabalhando da própria casa e para ganhar dinheiro passa a trabalhar nas audiências de fiança, um trabalho quase industrial, visto que ela tem minutos para conversar com os clientes e descobrir maneiras de convencer o juiz de que eles merecem ser liberados com fianças acessíveis.

O episódio foi frenético, refletindo a nova rotina da personagem, que foi praticamente jogada das fianças para um caso de herança e para o início da campanha de Peter pela presidência. É curioso como, para quem já está acostumado com a série, é muito fácil perceber as engrenagens girando: Alicia conheceu uma advogada chamada Lucca no tribunal e elas passaram a se ajudar. O destaque crescente da personagem no episódio levou imediatamente ao pensamento de que ela poderia se tornar algo fixo, e no final de “Bond” ela mostrou que talvez Alicia tenha encontrado sua nova sócia.

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Um destaque bem positivo foi o caso absolutamente ridículo da herança, que envolvia post-its que caíram dos objetos e diversos especialistas em coisas bizarras, tipo aderência, aspiradores robóticos e afins, todos com nomes devidamente bizarros para complementar. A juíza incrédula e se divertindo com os trabalhos ridículos de cada especialista foi o toque de humor presente em todos os episódios da série (exceção, é claro, para “The Last Call”).

No campo da política, a série não perdeu tempo com introduções e já começou a temporada com Eli sendo cruelmente substituído por Peter, seu lugar sendo ocupado por Ruth Eastman, personagem maravilhosa interpretada por Margo Martindale. Eli vs. Peter é totalmente novo e já criou uma dinâmica diferente pra (provável) última temporada da série. Se Eli salvou a vida de Peter (e fez muita merda também) nesses sete anos, agora como um antagonista e aliado de Alicia ele promete fazer o exato contrário.

O elo fraco do episódio foi a Lockhart/Agos, que é claramente uma Lockhart/Gardner parte 2, com sócios inúteis e uma mentalidade antiquada. A trama foi interessante para mostrar a insatisfação de Cary, agora sozinho, mas no fator entretenimento não foi tão eficaz.

Ponto alto: Lucca, a nova advogada, é uma personagem muito diferente de Alicia e que ajuda não só a diversificar um elenco majoritariamente branco, mas também a ocupar o lugar que Kalinda deixou vago. Cush Jumbo, a atriz, foi excelente e acho que foi o elemento da premiere que mais me empolgou para o resto da temporada.

Ponto fraco: Lockhart/Agos é uma decepção tão grande para nós quanto é para Cary.

Nota: 9.0

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2 comentários sobre “Review: “Bond” S07E01 – The Good Wife

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