Pré-Playoffs: The Voice Season 5

Finalmente! Está quase chegando a fase ao vivo da quinta temporada do The Voice. Cagadas foram feitas, times que eram fortes agora são uma bela porcaria e mesmo assim estamos diante do melhor top 20 da história do programa.

A fase dos KO foi especialmente traumatizante (foi muita gente boa sendo eliminada, mesmo que com motivos), mas aqui estão as cinco melhores apresentações, segundo dois quesitos que renderam 5 pontos cada. O primeiro quesito é o quanto a música e o arranjo escolhidos mostram que tipo de artista aquele act quer ser e o segundo quesito avalia a apresentação em si. Estas cinco apresentações receberam minha nota 10.

5. Cole Vosbury – Let Her Go

O Cole foi uma semi-revelação. Semi porque ele já tinha sido bom na audição e na batalha (apesar de ter sido cortado pela edição do programa), mas revelação porque ainda não tinha feito algo que fosse igualmente impecável vocalmente e mostrasse bem claramente que tipo de artista ele é. A escolha de uma música contemporânea, um indie pop meio voz e violão, funcionou perfeitamente bem e Cole acabou mostrando uma música que pelo menos eu não conhecia e que agora está morando no top 10 do iTunes. Esse tipo de estratégia de trazer músicas meio mortas de volta à vida é parte do que fez a Danielle Androide Bradbery vencer na temporada passada, então Cole está seguindo o caminho certo, ainda mais agora que foi roubado pelo Blake. Esperemos que ele permaneça sendo um cantor folk/rock alternativo e não country.

4. Kat Robichaud – You Oughta Know

Lutei contra a ideia de dar um 10 para Kat por causa da música. Sim, é um rock raivoso e permitiu que ela mostrasse toda a habilidade de performer, mas não acho que Alanis seja a cara dela e nem represente o tipo de artista que ela é. Mas a performance foi tão boa, tanto na parte vocal quanto na presença de palco incrível e na própria interpretação que não tem como não dar um 10. Ela é uma das melhores da competição e pode ser ainda melhor, mas para isso precisa definir um pouco melhor a identidade artística.

3. Jacquie Lee – Stompa

Quando a Jacquie surgiu no programa, eu confesso que a interpretei errado. Por ter 16 anos e um vozeirão, já pensei que ela ia repetir a fórmula de anos anteriores do time da Christina, em que as garotinhas a idolatravam e queriam ser ela. Jacquie não quer ser Christina Aguilera, e a escolha de uma música do pop alternativo como Stompa da Serena Ryder mostra claramente que ela sabe onde quer chegar. Para completar, ela foi impecável na apresentação e acabou ganhando o meu favoritismo.

Os próximos dois estão empatados.

Caroline Pennell – The Way I Am

Ah, Carol… ♥ estou apaixonado por ela faz tempo, mas quando alguém canta Ingrid Michaelson no The Voice, ainda por cima acertando cada nota e tendo um controle impecável da voz, não tem o que dizer. Ela tem muito bem definido o tipo de artista que é, sabe muito bem como usar a própria voz (mesmo não sendo vozeirão, o que é ótimo) e, enfim, é a artista mais interessante da temporada.

Matthew Schuler – Cosmic Love

Se existe alguém que faz frente à originalidade da Caroline é o Matthew. Contrariando a expectativa de todo mundo, ele se definiu claramente como um cantor de indie rock, distanciando-se muito da imagem de ex-cantor de igreja. Matthew tem o potencial para ser um vocalista do nível de Matthew Bellamy, Brandon Flowers e afins, com a diferença que é um negro com uma voz absurda e um excelente gosto musical. Sério, quando um homem se propõe a cantar Florence + The Machine e o faz tão bem, não tem como não amar.

Uma outra performance recebeu uma nota 10: a do Jonny Gray cantando We Can Work It Out. Valem também menções honrosas para Will Champlin, Ray Boudreaux e Stephanie Anne Johnson, com notas 9.5. Negativamente eu destacaria a genérica Tessanne, a clone pobre da Carrie Underwood Olivia Henken e a clone mais gorda da Honey Boo Boo, Shelbie Z.
Curioso também é perceber mais uma vez a movimentação do time do Adam em direção à irrelevância. O fato dele ter recuperado o Will Champlin compensa um pouco as coisas, mas o fato do James Wolpert estar piorando a cada performance e dele ter a brilhante ideia de manter três artistas similares no time deve causar problemas na semana que vem.  Já os times do Cee-Lo e da Christina ficaram ainda mais fortes, mantendo os melhores. Christina só poderia ter feito uma coisa diferente: não ter pareado Matthew e Will e mantido os dois para os live shows, no lugar do esquecível Josh Logan.

TEAM ADAM – TOTAL: 41,5

  1. Will Champlin 9,5
  2. Preston Pohl 9,0
  3. James Wolpert 8,5
  4. Grey 8,5
  5. Tessanne Chin 6,0

TEAM CEE-LO – TOTAL: 47,5

  1. Caroline Pennel 10,0
  2. Kat Robichaud 10,0
  3. Jonny Gray 10,0
  4. Amber Nicole 9,0
  5. Tamara Chauniece 8,5

TEAM XTINA – TOTAL: 46,5

  1. Matthew Schuler 10,0
  2. Jacquie Lee 10,0
  3. Stephanie Anne Johnson 9,5
  4. Josh Logan 8,5
  5. Olivia Henken 8,5

TEAM BLAKE – TOTAL: 42,0

  1. Cole Vosbury 10,0
  2. Ray Boudreaux 9,5
  3. Nic Hawk 8,5
  4. Austin Jenckes 7,0
  5. Shelbie Z 7,0
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