Aventuras e um show da Tiê

Hoje eu fui no show da Tiê nesse “festival” que eu nem sabia que existia, o Vira Cultura, da Livraria Cultura. Eu amo essa mulher, é bom avisar logo de cara. Então, sim, este é um post bem fanboy.

Primeira coisa importante a se dizer é: sempre que tiver um evento de graça em São Paulo com lugares marcados, chegue pelo menos duas horas antes do momento em que os ingressos vão começar a ser distribuídos. Eu cheguei meia hora antes e quase que não consegui entrar. Agradecimentos ao meu amigo Giovani que me salvou a vida.

Passado o drama inicial, foi uma espera bem chata na fila, enquanto rolava uma leitura de textos do Tom Jobim. Legal Tom Jobim, legal leitura, legal Rosi Campos cantando Eu Sei Que Vou Te Amar, mas sou só eu que não consigo prestar atenção nessas leituras? É tanto elemento em volta, e eu já não sou muito bom em interpretar poesia, acabo me perdendo e não vejo é nada do que tá acontecendo ali. Mas enfim. Teatro pequeno o Eva Hertz, fiquei com a perna espremida (maldições de ter mais de um metro e oitenta). Aí essa linda entrou.

Sério, quem nunca viu a Tiê pessoalmente não tem noção do quão linda ela é. Ela já começou fazendo uma piadinha, falando que ia esperar a banda entrar – mas não tinha banda, era um show solo, só ela, o violão e um piano. Quando um gelo seco desnecessário começou a rolar, ela fez uma cara, falou “ah, a banda chegando”, e depois ainda brincou que se assustou. O show foi todo assim: ela fazendo graça, contando histórias, falando das músicas, pedindo sugestões, rindo de si mesma por errar notas no violão e esquecer letras… ela chegou a brincar: “olha só, um show humano”. E foi mesmo, piadas à parte. As pessoas devem achar esquisito eu ter essa paixão por artistas “menores”, que fazem esse tipo de show pequeno e intimista, conversam, conhecem os fãs… bom, é por isso mesmo. Eu gosto de admirar seres humanos, não esses ídolos inalcançáveis com dez seguranças.

Bom, falando em conhecer fãs, o finalzinho do show foi o ponto alto pra mim. Ela, que antes tinha dito que não cantaria Assinado Eu porque estava “com um problema com essa música”, chamou um fã pra tocar violão enquanto ela cantava. Sério, eu fiquei imaginando a felicidade daquele cara, chamado assim de surpresa pra tocar do lado dela. Enfim, foi o primeiro show dela que eu vi (sem contar o show do 5 a Seco que ela participou) depois que eu virei fãzinho, então foi muito bom cantar junto. E também serviu para eu gostar mais de algumas músicas do Sweet Jardim, que eu sinceramente tenho dificuldades de digerir. Bottom point is: me apaixonei por essa música aqui, que na verdade é do Balão Mágico, mas a Tiê tem esse talento pra fazer qualquer coisa soar mais real, até Você Não Vale Nada.

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